Cristiane Aparecida Szymczak

Leiam e se emocionem com a história da Cristiane!


 
 
Fiquei grávida em 2004, logo após terminar a faculdade, foi uma gravidez planejada e muito desejada. No pré-natal, foi tudo bem, tudo tranqüilo comigo e com o bebê. Exatamente no dia em que o médico marcou, rompeu a bolsa, mas eu não tinha dilatação, aconteceu que o Gustavo nasceu 24 horas depois que eu havia me internado de cesárea. Nasceu com peso bom e tudo certinho, aparentemente uma criança normal. Sempre o acompanhei com pediatra, levando ele às consultas todos os meses.
 
Quando ele estava com nove meses, tive que levá-lo à outra pediatra, que não era a mesma que o acompanhava. Ela me disse que o Gustavo, tinha atraso motor, pois não conseguia se levantar para sentar sozinho. A gente até tinha percebido a dificuldade dele em pegar as coisas com a mão direita, mas diziam "ah ele vai ser canhoto".
 
Num primeiro instante achei que aquela mulher era louca, em falar aquilo do meu filho, mas fomos fazer o que ela pediu: uma consulta com um Neurologista e uma tomografia. Foi quando o médico nos disse: o seu filho teve um acidente vascular cerebral isquêmico do lado esquerdo do cérebro. Eu perguntei "hã"? Mas o que é isso doutor? Ele explicou, mas de uma forma técnica, que é claro nem eu nem meu marido entendemos nada.
 
O que mais me doeu, foi quando perguntei para tentar entender o que estava acontecendo: Doutor, mas meu filho vai andar, falar? Ele responde: Ele terá dificuldades no movimento do lado direito, mas se vai andar ou falar, não se sabe, não tem como saber, isso ninguém pode dizer.
 

 
 
 
Você deve imaginar o que é para um pai e para uma mãe ouvir isso e manter a calma frente ao médico. Saímos do consultório sem rumo, desesperados, com todas as dúvidas que você possa imaginar. Eu me perguntava Meu Deus, o que eu fiz de errado, nunca bebi, nunca fumei, sempre me cuidei, porque acontecer isso com o meu filho? Teria sido a demora no parto? Por que os médicos não fizeram logo à cesárea, esperaram tanto, seria porque era pelo SUS, naquele tempo eu não tinha plano de saúde.
 
Aí começou, a nossa luta, fomos encaminhados para levá-lo numa neuropediatra em Curitiba, a partir daí foram exames e mais exames, para ver se o coração, a visão, a audição, enfim se estava tudo bem com ele. Graças a Deus todos os exames feitos não apontaram nada de irregular com o Gustavo. Todo mês a gente o levava para acompanhamento com a neurologista, e a cada consulta questionávamos a doutora, para entender o que estava acontecendo com o nosso bebê, além disso, ele começou com a fisioterapia e faz até hoje.
Quando soubemos do problema do Gustavo, ficamos desesperados até entender o que era, teve uma fase de desespero e outra de tentar achar um culpado, hoje vejo que não é esse o caminho.
 
Já consigo falar sem chorar, meu maior sonho é ver meu filho andar.
 
Sei que o Gustavo tem o tempo dele, assim como tantas crianças especiais são anjos em nossas vidas, que vêm nos ensinar muita coisa como a paciência, persistência e o que realmente importa e tem valor na nossa vida.
 
Hoje entendo o porquê da frase: “Filhos especiais, pais especiais”, sei que se Deus colocou o Gustavo em nossa vida é porque temos capacidade e força para cuidar dele da melhor forma possível.
 
Fico muito feliz em poder contar um pouco da nossa história, neste site tão especial, gostaria de desejar muita força e coragem a todos os pais de crianças especiais e que nunca percam a fé em Deus e a esperança e espero que as pessoas que não convivem com a deficiência no dia a dia possam refletir sobre essa realidade e compreender um pouco mais sobre o verdadeiro sentido da vida.


 

"Somos do tamanho dos nosso sonhos".

 
  

 


Corrente do Bem
A campanha do Nathan Channoschi, foi inteiramente baseada no filme , "A Corrente do Bem", vejam o vídeo acima e emocionem-se, pois nele mostramos com muita clareza, que quando acreditamos, conseguimos e quando fazemos por amor, tudo pode acontecer!


A Arrecadação
 
 

 


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