Diego Fernandes da Cunha |
 |
Conta:
Meu nome é Diego Fernandes da Cunha, tenho 22 anos e tenho paralisia cerebral.
Minha deficiência se deve a um atraso no parto de minha mãe e conseqüentemente a uma falta de oxigênio no cérebro. Tive que lutar desde os meus primeiros dias de vida.
Meus pais contam que eu chegava a ficar roxo sem respirar, meu registro de nascimento foi na cidade onde nasci, e não na cidade onde meus pais moravam e onde moro até hoje. Esse registro foi feito por lá, pois ninguém acreditava que eu sobreviveria... Mas eu sobrevivi.
Eu passei 20 dias sem chorar, meus pais tentavam fazer-me chorar, mas nada, para mamar tinha que ser no contra gotas, pois eu poderia engasgar.
O tempo foi passando e fiquei entre Minas e São Paulo a procura de tratamentos médicos.
Aos três anos dei meus primeiros passos, aos quatro anos quando foi fundada a APAE em Abaeté e comecei fazer tratamentos lá, eu fiz fisioterapia e estava na escola especial.
|
|
De quatro para cinco anos fui para a escola regular, durante três vezes
por semana por algum tempo, freqüentei a escola especial de manhã e a
escola regular à tarde. Em 1997 comecei a freqüentar a escola regular de
manhã e duas vezes por semana a APAE a tarde só para fisioterapia.
Em 1998 conclui a 4ª série e no ano seguinte, fui para o colégio. Sempre
me trataram como meus colegas, não tinham diferenças entre nós. Sou uma
pessoa de sociedade. Fui coroinha, fiz catequese, freqüentei grupo de
jovens, etc.
O ano de 2005 foi marcante para mim, foi o ano da minha conclusão do 2º
grau, meu pai não pode pagar meu baile de formatura e com isso, comecei a
vender picolé para poder pagar.
Você que está lendo minha história pode estar pensando: "que pai ruim".
Mas foi bom, pois não só paguei meu baile, como comprei também minhas
coisas. Isso aumentou minha auto-estima. Em 2006 fui para a faculdade de
Direito e esse ano me formo.
|

| |
|
Depois de eu vender picolé, comecei a vender doces na faculdade e comecei a trabalhar em um mercado. No fim de 2007 fiz um concurso da prefeitura e passei dentro das vagas. Mas, o que era para ser um emprego garantido, quase não foi. Na minha vaga colocaram uma pessoa dita normal sem ao menos sequer ter me submetido a uma perícia que era prevista no edital.
Com muita luta ocupei uma vaga criada, o que não era para ter acontecido. Fiquei quase nove meses no municipal quando em maio de 2009 me chamaram no correio referente a um concurso feito em 2008. Mas a parte de contrato me omitiu uma informação que me trouxe dor de cabeça. Trabalhei 45 dias no correio e fui demitido devido a esse erro. Entrei na justiça, ganhei, e dia 18 fará dois meses que estou de volta ao quadro de funcionários da ECT.
Não pretendo sair de lá, pois hoje estou feliz profissionalmente.
| | |
|
|
|
Nathan Channoschi em
Busca
da Superação!
A campanha do Nathan
Channoschi,
foi inteiramente baseada no filme , "A
Corrente do Bem",
vejam o
vídeo acima e emocionem-se, pois nele mostramos com muita
clareza,
que quando acreditamos, conseguimos e quando fazemos por amor,
tudo
pode acontecer!
|