Hilda Gonçalves

Um exemplo a ser seguido!


 
 
Quando fiquei grávida da Gabi eu tinha 29 anos e já tinha um filho de um aninho. Eu estava com cinco meses de gravidez tive descolamento da placenta e perda de sangue, fiquei internada cinco dias tomando remédios para segurar a Gabi, mesmo assim ela nasceu de oito meses. Nasceu com sopro inocente que com acompanhamento médico fechou, ela não precisou ficar na incubadora, eu não fiquei sabendo que ela tinha Síndrome de Down quando eu estava grávida, só fiquei sabendo quando ele nasceu.
 
O pediatra me trouxe ela e me disse simplesmente assim: “"Sua filha é mongolóide!"”, olhei a carinha dela, linda e pequenina, já me apaixonei no primeiro instante que a vi, dali em diante já sabia que tinha uma longa jornada pela frente, fui para São Paulo fazer o exame de cromossomo 21, onde minha família me orientou e me ajudou, por que eu não sabia realmente o que fazer aonde ir, eu estava perdida. Dai a levei na APAE de São Paulo, onde eu fiquei sabendo que ela tinha era Síndrome de Down, esse era o nome e não mongolóide como o pediatra me disse.
O pediatra me trouxe ela e me disse simplesmente assim: “"Sua filha é mongolóide!"”, olhei a carinha dela, linda e pequenina, já me apaixonei no primeiro instante que a vi, dali em diante já sabia que tinha uma longa jornada pela frente, fui para São Paulo fazer o exame de cromossomo 21, onde minha família me orientou e me ajudou, por que eu não sabia realmente o que fazer aonde ir, eu estava perdida. Dai a levei na APAE de São Paulo, onde eu fiquei sabendo que ela tinha era Síndrome de Down, esse era o nome e não mongolóide como o pediatra me disse.
Depois retornei para Guararapes e ficamos um tempo aqui, mas logo voltei para São Paulo. Ela tinha quatro anos quando a coloquei em uma escolinha infantil, e ai que começou o preconceito, onde entrei em depressão, a primeira professora foi ótima, até fez um curso na APAE para saber mais sobre Down, mas esse anjo teve que mudar de escola e a nova professora recusou-se a ficar com a Gabi na sala dela, dizendo que ela não ganhava para cuidar de uma criança deficiente.
 
Nada foi feito com essa professora, ela continuou dando aulas, mas quem ficou machucada fui eu. Até então eu não tinha percebido os olhares das pessoas sobre minha filha, os comentários com filhos para não chega perto dela, que ela pode te machucar! Como se a minha filha fosse um bicho, foi aí que comecei a super protegê-la, podia ter colocado ela no balé, em várias outras atividades que existem, mas tinha medo que alguém pudesse magoar minha filha.
 
Hoje ela tá com 16 anos, linda, não se superou mais por causa da minha super proteção, ela freqüenta uma escola daqui de Guararapes, o CRIE: (Centro de Recuperação e Integração do Excepcional), ela é muito bem assistida, mas sinto que eu poderia ter feito mais pela minha filha e tudo isso foi por falta de informação, mas nunca é tarde, vou colocá-la no balé.
 
Hoje ainda existe preconceito e os olhares continuam, às vezes tenho vontade de brigar com essas pessoas, mas eu oro por elas. Nós amamos muito a Gabi,trato ela normalmente, para mim ela é normal e sempre vai ser e agradeço pela oportunidade de contar a História da Gabi aqui no site “Amor Supera Deficiências”, é um honra fazer parte deste site maravilhoso, espero que através de minha história outros pais não interrompam a vida de seu filho com a super proteção como eu fiz.
 
Lutem pela igualdade, os deixem crescer normalmente, expandir, superar-se e não deixe que os preconceituosos atrapalhem o desenvolvimento de seu filho, ele tem todo direito de entrar na sociedade.
 
Hilda Gonçalves,– Mãe da Gabi

 

 


Corrente do Bem
A campanha do Nathan Channoschi, foi inteiramente baseada no filme , "A Corrente do Bem", vejam o vídeo acima e emocionem-se, pois nele mostramos com muita clareza, que quando acreditamos, conseguimos e quando fazemos por amor, tudo pode acontecer!


A Arrecadação
 
 

 


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