Maria Aparecida Bicca
Minhas histórias são muitas, umas deprimentes e outras até da vontade de rir, (risos)!
No momento mais feliz da
minha vida descobri que estava grávida, tive uma gravidez com pré- natal
excelente e era pelo SUS até que a pressão arterial começasse a
aumentar, fazíamos exames e os resultados eram normais, trocamos de
laboratório e descobrimos que os resultados dos exames anteriores
estavam errados por negligência do laboratório.
Infelizmente eu estava com
PRÉ ECLAMPSIA, era hora de o meu bebê nascer, imediatamente fui
encaminhada direto do posto de saúde ao Hospital com encaminhamento do
médico que fez o pré- natal especificando a retirada do bebê com
urgência, mas a história foi bem outra, meu bebê foi nascer sete dias
após a internação e mais só fui internada, pois disse que só iria embora
se o médico e o hospital assinassem um termo se responsabilizando com o
que poderia acontecer comigo e meu bebê, então consegui ser internada,
fora isso eu também faria um BO para ratificar bem a negligência do
hospital e do médico, caso não fosse.
O médico que fez o termo
queria dinheiro para fazer a minha cesárea, chegou a dizer que se eu
fosse paciente particular, meu atendimento seria diferenciado;
passaram-se os dias até que outro médico (chefe dos obstetras) apareceu
no meu leito, APAVORADO com o meu inchaço e disse:
“AGORA PRA SALA DE CIRURGIA”
Fiquei sem entender nada,
pois o outro médico havia dito que meu filho não estava pronto para
nascer, questionei como ir pra cirurgia se o outro médico me informou
que meu bebe não estava pronto para nascer? O médico “B” respondeu:
“VOCÊ QUER MORRER COM FILHO E TUDO?”
E aí percebi a gravidade...
Foi feita a minha cesárea, meu bebe nasceu!
Emocionante, mas comecei a percebe que os meus movimentos ficaram
limitados até mesmo os faciais, e me vi em outra posição, onde tinha uma
visão de toda sala cirúrgica, via os médicos chamando pelo meu nome,
mas eu não tinha reação alguma e lembro também de dizer ou ouvir esta
frase:
“SENHOR DEIXE-ME FICAR...”
Então voltei ao normal. Fiz
todos os exames que um bebe faz quando nasce e os resultados tudo certo.
Mas eu sentia algo de diferente com meu bebê e sempre veio em minha
mente aquelas imagens confusas do parto.
Com 1ano e 5meses meu bebê teve
a primeira convulsão, ficou em crise da 00: 45h até 02h50min em crise
onde já não podíamos mais administrar medicação tínhamos que esperar que
ele reagisse, sua cabeça ficou enorme, roxa, dentes cerrados e língua
entre os dentes, seu corpo todo molinho, até o médico estava perdendo as
esperanças, onde eu insisti:
“DOUTOR NÃO FIQUE ASSIM ELE ESTÁ VIVO DEUS NÃO PERMITIRA A PERDA DOS SINAIS VITAIS”.
Surpreendentemente meu bebê começou a reagir. A segunda fase era
descobrir o que havia acontecido, fizemos exames e descobrimos que ele
teria uma lesão na parte esquerda do cérebro no hipocampos. A terceira
fase acertar medicação para evitar as crises generalizadas, foi uma luta
árdua, pois nenhum médico acertava. A quarta fase foi a de ouvir
absurdos dos médicos, como:
Vestibulum rutrum nibh a eros. Cum sociis natoque penatibus et magnis
dis parturient montes, nascetur ridiculus mus. Pellentesque nonummy
“SEU FILHO NÃO VAI CAMINHAR, SEU FILHO NÃO VAI FALAR...”
Eu respondia:
“HA, MAS ELE VAI SIM, COM DIFICULDADE OU NÃO, MAS ELE VAI...”
"Tratamento sem grandes promessas"
A quinta fase encontrei um
médico próximo da minha casa começamos o tratamento sem grandes
promessas e já fazem seis anos que meu bebe não tem mais crises, ele é
especial,mas se eu tivesse acreditado que tudo daria errado como foi me
dito,talvez meu bebe não estaria mais aqui comigo,me trazendo muita
sabedoria e aumentando cada vez mais o AMOR VERDADEIRO ENTRE NÓS: TATA,
BEBE e MIMINHA COMO O MEU ABENÇOADO BEBÊ NOS CHAMA...(risos)!
Sabe aquele fato que ocorreu
no parto que eu não estava sentindo meus movimentos sabe o que
era?Recentemente retirei o prontuário do hospital para outras
finalidades que não vou citar agora, eu descobri o que havia acontecido,
estava escrito no prontuário logo após o nascimento do bebê, assim:
“PACIENTE SEM SINAIS VITAIS...”
É ISSO MESMO, QUANDO LI
GLORIFIQUEI A DEUS POR TER PERMITIDO FICAR PARA CUIDAR DO MEU BEBE... E É
POR ISSO QUE NÃO TOLERO NENHUMA FORMA DE DESRESPEITO, POR QUE ME ACHO
SUPERIOR AO PRECONCEITO.
"O preconceito sempre existiu em todas as
circunstâncias, mas depois que meu filho nasceu percebi que o
preconceito que eu sofria por ser gorda não era nada perto do
desrespeito imenso e implacável que tenho vivido, principalmente em
relação às pessoas especiais, luto diariamente contra. Onde eu estiver
com o meu filho o desrespeito não imperara por que dou educação para que
m finge não ter... Oro bastante pelas essas pessoas, mas nem mesmo
JESUS tolerou o desrespeito quando quiseram tornar a casa de DEUS em um
mercado... Não tolero desrespeito com ninguém que esteja ao meu olhar,
me meto sim, sou de atitude, quando as pessoas perguntam com um ar de
ironia o que meu filho tem eu tenho o prazer de responder:
Qual o teu problema?” |